Agora que cheguei aos 50 anos passou-me pela cabeça a ideia de escrever um blog dedicado aos 50. Partilhei esta ideia no facebook e recebi muitos comentários de apoio e incentivo, mas, mais do que isso, muitos amigos, também já nos 50, manifestaram a sua vontade de partilhar comigo esta aventura.
Depois de pensar melhor, desisti da ideia de fazer um novo blog, afinal este "Nada Temer" já tem seguidores, é só lavar a cara, pôr uma roupa nova e tornar-se um pouco mais dinâmico. "Nada Temer" é um bom tema, um bom nome, para quem já entrou nos 50. Afinal, "na vida, não existe nada a temer, mas a entender" (Marie Curie).
Agora o desafio aos meus amigos: vamos lá a opinar, divagar e colaborar aqui no blog.
Pela minha parte, vou tentar ser assídua e inspirada nos posts!!!!

VEXA chegou atrasado dois anos... estávamos à sua espera... seja bem vinda!
ResponderEliminarAtrasada, mas cheguei!
EliminarFORÇA PRIMA, OS 50 ENSINAM MUITA COISA DA VIDA... EA RELATIVIZAR MUITA DA FRENÉTICA POSTURA DAS FASES DE MAIS "SANGEU NA GULERA" ... FELICIDADES E VOU PASSANDO POR AQUI. BEIJINHOS...
ResponderEliminarObrigada, Primo! Espero ver-te por aqui e quero muitos comentários teus .... Beijinhos!
EliminarPrima desculpa,eu ainda não cheguei aos 50, mas fica prometido que quando lá chegar vou deitar cá para fora o que me vai na alma. E que acho que quando chegamos a essa idade já podemos e devemos dizer tudo...Prarabéns!!!
ResponderEliminarJá falta pouco!
EliminarAs fintas que eu fiz, cruzamentos mal tirados, desmarcações à linha e correrias desenfreadas, golos de bandeira, apostas perdidas, falhanços incríveis, vitórias e derrotas, empates poucos. Os olhos sempre na frente. suei as estopinhas, ganhei vantagem, facilitei!
ResponderEliminarÉ possível fazer melhor. Nunca me dei por vencido.
Como existem sempre dois caminhos, podemos até escolher, envelhecendo bem ou envelhecendo mal. Escolhi mesmo envelhecer mal e sinto-me bem por isso.
(...) «O que me inveja não são esses jovens, esses fintabolistas, todos cheios de vigor. O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino?»
Mia Couto, in O Fio das Missangas, 2ªed., Editorial Caminho, Lisboa, 2004, p.84