O que me importa mesmo é saber o que desperta o Amor em mim. Qual é gesto, o olhar, o sopro breve, a lua, o alinhamento astral ou, simplesmente, o bater de asas de uma borboleta que, sem aviso, me coloca perante a maravilha desse enlevo único, dessa ligação subtil a um ser que, a partir desse momento, é o meu Amor. Consigo, nesta minha vida que já tem tempo suficiente para que se conte, identificar momentos únicos, em que brotou em mim essa emoção: o Amor. Não foi cedo, nem sequer foi suave a minha descoberta do Amor. Tive a sorte de nascer e crescer num ambiente de Amor, numa família onde o Amor é tão natural como o ar que se respira ou a água de corre das torneiras, que não tive qualquer consciência da sua existência e da falta que me poderia fazer, até ao dia em que perdi a minha Mãe. Soube o que era o Amor, quando perdi o seu Amor e o meu Amor por ela ficou perdido e veio aninhar-se no meu peito em forma de dor. Depois, o Amor-dor transformou-se em Amor-saudade e, com tempo, vo...
"Temer o amor é temer a vida, e quem teme a vida já está três quartos morto." Bertrand Russell