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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Mãe

2 Livros e 3 Mães

Quando percebi que a minha memória era demasiado fraca para guardar tudo aquilo que não queria esquecer, comecei a escrever diários. Não sei quando isso terá começado, mas foi cedo.  Quando fui para a Universidade a minha Mãe guardou todos os meus cadernos de notas pessoais, os famosos diários, numa caixa de cartão e arrumou-a num armário. Mais tarde, quando os meus pais mudaram de casa, a caixa de cartão mudou-se para o amplo móvel do corredor, na casa nova. Há muitos anos que me separei dessa caixa e dessa parte tão preciosa da minha memória. Dos tempos de Coimbra também já não restam quaisquer cadernos de memórias e nos anos que se seguiram abdiquei da escrita. As crianças para cuidar, o trabalho sempre muito e a ausência de intimidade comigo mesma, afastaram-me da escrita. Recuperei esse hábito há 20 anos, quando definitivamente me instalei em Lisboa e numa vida escolhida por mim.   Com o hábito de escrever diários, voltei, também, ao hábito de tirar notas sobre...

O Amor

O que me importa mesmo é saber o que desperta o Amor em mim. Qual é gesto, o olhar, o sopro breve, a lua, o alinhamento astral ou, simplesmente, o bater de asas de uma borboleta que, sem aviso, me coloca perante a maravilha desse enlevo único, dessa ligação subtil a um ser que, a partir desse momento, é o meu Amor. Consigo, nesta minha vida que já tem tempo suficiente para que se conte, identificar momentos únicos, em que brotou em mim essa emoção: o Amor. Não foi cedo, nem sequer foi suave a minha descoberta do Amor. Tive a sorte de nascer e crescer num ambiente de Amor, numa família onde o Amor é tão natural como o ar que se respira ou a água de corre das torneiras, que não tive qualquer consciência da sua existência e da falta que me poderia fazer, até ao dia em que perdi a minha Mãe. Soube o que era o Amor, quando perdi o seu Amor e o meu Amor por ela ficou perdido e veio aninhar-se no meu peito em forma de dor. Depois, o Amor-dor transformou-se em Amor-saudade e, com tempo, vo...

Da Angelita para a Tia

Angelita e Eu em Matosinhos 15.05.1983 Este blog é um espaço aberto aos meus amigos e a todos os que, de algum modo, tocaram a minha vida. A Angelita é minha prima, minha Amiga e a minha vida é tocada por ela desde a infância. Em todos os momentos importantes, alegres e tristes, meus e dela, estivemos juntas. Ninguém melhor para começar partilha dos #50 anos do que a Angelita. É dela o seguinte texto: Almoço de família na Régua 1980 Mãe, esta palavra só pertence aos filhos, só eles têm o direito de dizer "Mãe", mas eu não posso deixar passar este "dia da mãe" sem prestar uma singela homenagem a uma tia que, durante um ano, de tudo fez para que eu não sentisse tanto a falta da minha mãe, que estava longe, com o filho mais novo e outro na barriga.  Os meus irmãos mais velhos estavam longe, um com a madrinha e outro com a nossa avó. Podem imaginar como é difícil esta situação para uma criança? Ficam marcas, memórias más... Mas eu tenho, desse tem...