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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta família

2 Livros e 3 Mães

Quando percebi que a minha memória era demasiado fraca para guardar tudo aquilo que não queria esquecer, comecei a escrever diários. Não sei quando isso terá começado, mas foi cedo.  Quando fui para a Universidade a minha Mãe guardou todos os meus cadernos de notas pessoais, os famosos diários, numa caixa de cartão e arrumou-a num armário. Mais tarde, quando os meus pais mudaram de casa, a caixa de cartão mudou-se para o amplo móvel do corredor, na casa nova. Há muitos anos que me separei dessa caixa e dessa parte tão preciosa da minha memória. Dos tempos de Coimbra também já não restam quaisquer cadernos de memórias e nos anos que se seguiram abdiquei da escrita. As crianças para cuidar, o trabalho sempre muito e a ausência de intimidade comigo mesma, afastaram-me da escrita. Recuperei esse hábito há 20 anos, quando definitivamente me instalei em Lisboa e numa vida escolhida por mim.   Com o hábito de escrever diários, voltei, também, ao hábito de tirar notas sobre...

O meu Pai-Menino

Passou mais um Dia do Pai, logo a seguir ao meu aniversário é o Dia do Pai, isso quer dizer que, o meu Pai, ainda não recomposto com a minha chegada ao mundo, logo, foi confrontado com o "Dia do Pai". Nunca lhe perguntei como tinha sido esse seu primeiro dia como Pai, mas não deve ter sido muito diferente dos "primeiros dias de pai", de tantos outros Pais. Certamente emocionado, mas, também, confuso e feliz. Guardo uma foto, desse primeiro dia, tirada pelo meu Pai. Na foto vê-se um pouco da minha Mãe, mas era a mim que ele queria fotografar e sou eu a razão de ser dessa foto, do seu gesto e de toda a sua atenção. Depois, com o passar o tempo, vieram outras fotos. As fotos dos primeiros anos são a preto e branco, tiradas com uma velha Rolleiflex, acomodada numa caixa de couro. As minhas primeiras fotos são quadradas e pequenas, guardo-as até hoje. Pelo Dia do Pai, são muitas as filhas e os filhos que guardam um tempo para homenagear os seus Pais. Invariav...

Casamento e Sorrisos

Monte dos Sorrisos, 2 de maio 2015 A minha amiga Adelaide foi a noiva mais bonita, feliz, amorosa e radiante que eu já conheci. O Pedro também é um belo rapaz, mas não ficou na foto. Um casamento muito especial. Os noivos foram os anfitriões perfeitos e cada um dos convidados se sentiu como se a festa tivesse sido feita para si. O Monte dos Sorrisos é um espelho dos talentos raros da Adelaide, da sua dedicação e atenção aos pequenos nadas, que fazem toda a diferença. Não há dúvida de que este foi o casamento com o qual a Adelaide e o Pedro sonharam. E, aos 50 anos, já todos sabemos muito bem quais são os sonhos que valem a pena. Estou convencida, casamento a sério é mesmo depois dos 50. O local é lindo e as fotos do António Rebordão estão aqui para o provar. Também fiquei a saber que o Monte dos Sorrisos   está disponível para acolher festas especiais!!!

Da Angelita para a Tia

Angelita e Eu em Matosinhos 15.05.1983 Este blog é um espaço aberto aos meus amigos e a todos os que, de algum modo, tocaram a minha vida. A Angelita é minha prima, minha Amiga e a minha vida é tocada por ela desde a infância. Em todos os momentos importantes, alegres e tristes, meus e dela, estivemos juntas. Ninguém melhor para começar partilha dos #50 anos do que a Angelita. É dela o seguinte texto: Almoço de família na Régua 1980 Mãe, esta palavra só pertence aos filhos, só eles têm o direito de dizer "Mãe", mas eu não posso deixar passar este "dia da mãe" sem prestar uma singela homenagem a uma tia que, durante um ano, de tudo fez para que eu não sentisse tanto a falta da minha mãe, que estava longe, com o filho mais novo e outro na barriga.  Os meus irmãos mais velhos estavam longe, um com a madrinha e outro com a nossa avó. Podem imaginar como é difícil esta situação para uma criança? Ficam marcas, memórias más... Mas eu tenho, desse tem...

Parabéns, Vovô!

Régua, 1965 Este blog dos #50anos mais parece uma "caixinha de recordações", mas no dia de hoje não posso deixar de recordar o meu avô paterno, o Homem em quem mais confiei e, durante muitos anos, o meu porto seguro. Pois é, este Senhor simpático, ao meu lado, faria, hoje, 100 anos. O meu Avô, tal como eu, também, gostava muito de celebrar o seu aniversário e ter nascido no dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, significava muito para ele. A festa fazia-se no pátio, almoço com família e, pela tarde, começavam a aparecer os amigos. O meu Avô tocava guitarra portuguesa, havia sempre um viola e não faltavam fadistas. Vejam as fotos, as duas tiradas no mesmo local, com uma diferença de 18 anos!!! 1º de Maio de 1983

Eu e o meu Pai

Junho de 1965, Eu e o meu Pai Foi há 21 anos que o meu Pai nos deixou. Foi num dia de sol e de lágrimas. Hoje, recordo o meu pai com as minhas memórias de menina, a menina que ele pegava ao colo ...

Alimentaçâo, Património Cultural Imaterial

"Os melhores petiscos são aqueles que não podem ser comprados - por muito dinheiro ou amor que se tenha - mas somente adquiridos por ter nascido e vivido num determinado lugar; por ser filho, sobrinho ou compadre de determinadas pessoas" Miguel Esteves Cardoso Não há nada de mais gratificante do que descobrir que fomos importantes para alguém, que num determinado momento, um gesto, uma palavra, um sorriso ou uma escuta mais atenta fizeram a diferença. Disse-me o Antero que, um dia, uma conversa que tivemos foi, para ele, o ponto de partida para a escolha do tema da sua tese de mestrado e, depois, para a publicação do seu livro "Alimentação, património cultural imaterial". Confesso que não recordo o teor dessa nossa conversa, mas se graças a ela se acendeu uma centelha de inspiração, se veio perene de significado e sentido então foi, com certeza, uma boa conversa. É este o ponto de partida para a tarefa que me espera; vou apresentar este liv...