Sempre me recusei a aceitar essa ideia aristotélica de que chegamos ao mundo como sendo a metade de qualquer outra pessoa e que toda a busca da felicidade se traduz nessa procura incessante pela metade que nos falta. Nunca senti que me faltasse algo e também nunca encontrei ninguém que fosse capaz de completar o que quer que fosse de mim, talvez porque eu sempre me achei completa em mim mesma. Mas a verdade, é que crescer e viver como um ser uno num mundo em que a unidade é um par, nem sempre foi fácil. Mas como em tudo, com o tempo e a sabedoria, aprendemos a conviver com os outros sem abdicarmos de nós próprios e das nossas convicções. Vem isto a propósito das comemorações do dia dos namorados, dessa comemoração do amor romântico que mais não é do que a legitimação desnecessária da humana busca do sexo e dos afectos. Sobre este dia eu tenho um olhar romântico, não recordo que me tenha acontecido algo de extraordinário ou verdadeir...
"Temer o amor é temer a vida, e quem teme a vida já está três quartos morto." Bertrand Russell