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A mostrar mensagens com a etiqueta Felicidade

Magia

Gosto de mistérios, de pequenos pedaços de vida que não se explicam, que se escondem ou secretamente se revelam. Gosto dos segredos que se resguardam de olhares alheios e se partilham, em segredo. Aprendi com o tempo a acender a centelha do mistério enviando mensagens secretas, por isso gosto tanto de quem partilha segredos. Gosto de gestos mágicos, de trocas de olhares, de sorrisos que não dizem o que sentem e se desmancham em risos espontâneos. Foi um gesto mágico que me tocou e me prendeu, quando eu menos esperava, quando eu menos queria.  Guardo os meus mistérios nas estórias que conto, nas minhas pessoas inventadas, mas não tenho palavras para quebrar esta Magia.

Canção de Abril

Era abril e corria uma aragem fria, mas havia calor nas nossas vozes e nos nossos planos. E os nossos sonhos acendiam todas as paixões. O Gaspar sentava-se entre nós, era mais pequeno do que os outros rapazes, a sua pele era mais escura, também era o mais velho e o único que frequentava Direito em regime voluntário. O Gaspar trazia com ele a memória do seu povo ocupado, amordaçado, humilhado. Ao final da tarde discutíamos as resoluções da ONU, a firmeza de Portugal na defesa da autodeterminação de Timor, mas o Mundo tinha esquecido Timor, estávamos na Europeu e havia muros por derrubar.  Mas, era abril e os sonhos ferviam dentro de nós e já não estávamos sentados à volta da mesa a ouvir o Gaspar, estávamos no Gil Vicente, plateia meia cheia, muitos estudantes, alguns professores, representantes locais dos partidos políticos, uma delegação da Amnistia Internacional e, até, dois policias, sentados no fundo sala. Nós conhecíamos o Gaspar, a resistência do Gaspar, mas o...

Silêncio

Tinha decidido que a minha vida iria tomar outro rumo, embora não soubesse qual. Apetecia-me viajar, voltar aquela sensação de intimidade comigo mesma, de partir para longe sem grandes planos. Tinha planeado cuidar de mim, sair para comprar uma roupa nova, vaguear pelas montras do centro comercial, sem destino e sem desejo. Tinha aprendido que não valia a pena ir a lado nenhum se não me levasse comigo, se não te deixasse contigo, se a cama ficasse por fazer e as roupas espalhadas pelo quarto. Há muito que me apetecia mudar a pele que visto, cortar o cabelo, fazer uma tatuagem. Tudo em mim ansiava por liberdade e por distância. Não era uma fuga, não havia nada de que desejasse fugir, apenas afastar-me. Apetecia-me um novo entendimento daquele sentimento que não te desejava por perto, nem te queria ausente. Há em mim um espaço por preencher, preciso da solidão e do silêncio.

Casamento e Sorrisos

Monte dos Sorrisos, 2 de maio 2015 A minha amiga Adelaide foi a noiva mais bonita, feliz, amorosa e radiante que eu já conheci. O Pedro também é um belo rapaz, mas não ficou na foto. Um casamento muito especial. Os noivos foram os anfitriões perfeitos e cada um dos convidados se sentiu como se a festa tivesse sido feita para si. O Monte dos Sorrisos é um espelho dos talentos raros da Adelaide, da sua dedicação e atenção aos pequenos nadas, que fazem toda a diferença. Não há dúvida de que este foi o casamento com o qual a Adelaide e o Pedro sonharam. E, aos 50 anos, já todos sabemos muito bem quais são os sonhos que valem a pena. Estou convencida, casamento a sério é mesmo depois dos 50. O local é lindo e as fotos do António Rebordão estão aqui para o provar. Também fiquei a saber que o Monte dos Sorrisos   está disponível para acolher festas especiais!!!

Parabéns, Vovô!

Régua, 1965 Este blog dos #50anos mais parece uma "caixinha de recordações", mas no dia de hoje não posso deixar de recordar o meu avô paterno, o Homem em quem mais confiei e, durante muitos anos, o meu porto seguro. Pois é, este Senhor simpático, ao meu lado, faria, hoje, 100 anos. O meu Avô, tal como eu, também, gostava muito de celebrar o seu aniversário e ter nascido no dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, significava muito para ele. A festa fazia-se no pátio, almoço com família e, pela tarde, começavam a aparecer os amigos. O meu Avô tocava guitarra portuguesa, havia sempre um viola e não faltavam fadistas. Vejam as fotos, as duas tiradas no mesmo local, com uma diferença de 18 anos!!! 1º de Maio de 1983

Felicidade

Obra de Arte de Ernesto Neto no Museu Guggenheim, Bilbao. No começo de cada ano, pelo dia do nosso aniversário, quando nasce uma criança ou quando mudamos de emprego ou de casa, são tantas as situações em que nos desejamos, mutuamente, felicidades. Todos queremos ser felizes, cada um à sua maneira vai enumerando uns quantos requisitos para ser feliz. Quero, ter saúde, que não me falte o trabalho, que os meus filhos tenham sucesso na escola, no desporto, nas suas realizações. Quero viajar, quero um carro, quero roupa nova, quero .... quero .... há tanta coisa que queremos, que, de conquista em conquista, vamos vivendo os momentos fugazes de felicidade. Mas eu quero é ser feliz, e o meu amigo deu-me o livro que eu queria ler, e o meu namorado adivinhou o meu desejo e levou-me a jantar naquele restaurante, e eu fui feliz. São pequenas coisas... eu própria as poderia ter obtido sem eles, mas é esta dádiva, a felicidade de me verem feliz, que faz  a felicidade ou como diz o po...