Avançar para o conteúdo principal

O Livro




"O Livro é um animal vivo."

Aristoteles



Em Outubro de 2006 publiquei uma monografia sobre direito das fundações. Com este trabalho pretendi, essencialmente, abordar de um modo prático as principais questões jurídicas que se colocavam em matéria de instituição, reconhecimento, organização e funcionamento das fundações ao abrigo da legislação portuguesa. 

Desde então, muitas coisas se alteraram em matéria de legislação de fundações - realizou-se o censo das fundações, foi publicada a Lei-quadro das Fundações e instituído o Conselho Consultivo das Fundações. Estas alterações na legislação há muito que justificavam uma 2ª edição, revista e actualizada, deste meu livro, o que só não aconteceu porque outros compromissos se impuseram como mais urgentes. Mas esse projecto continua bem vivo nas minhas intenções e sei que, em breve, o concretizarei.


Vem esta reflexão a propósito de uma mensagem, de email, que recebi hoje de um investigador e autor brasileiro, o Dr. Daniel Dias, autor do livro "Negócio Fundacional - Criação de Fundações Privadas". O Dr. Daniel Dias, diz-me nesse email que lhe foi muito útil, no desenvolvimento da sua pesquisa, o meu livro e que pretende enviar-me a sua obra, recentemente publicada. 


Mas, não é esta a primeira vez que este meu livro me traz surpresas e felicidade.  Uma amiga do FB disse-me que, no seu trabalho, usavam o livro regularmente, na instrução de processos relativos a fundações; o mesmo é citado em trabalhos e teses de mestrado; e, o Tribunal de Contas, num Relatório de Auditoria, também o cita.


De facto, citando Aristoteles "O Livro é um animal vivo", depois de criado, não poderemos saber até onde ele vai e até onde nos pode levar.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Longe do Mar (6) Eu

Precisava do fim-de-semana. Precisava de dormir sem horas, de me enredar nos meus próprios pensamentos, de dar coerência às minhas emoções e de descansar. Queria ficar comigo por algum tempo, cuidar de mim para mim mesma. Queria ler, queria escrever. A escrita sempre foi a minha melhor maneira de organizar as emoções, de colocar em palavras os indizíveis sentimentos que tantas vezes me assolam. Manter um diário, um registo de desejos e de medos é um habito que guardo da infância e tenho tantas saudades dessa infância das palavras, em que não havia medo. Agora tenho medo das palavras que escrevo. São profecias. Foi com essas palavras que moldei a minha vida, que amassei os meus desejos, que reconstruí as minhas perdas e que tracei o meu rumo. Quase tudo o que sou e o que tenho são essas palavras. Quando arranquei ao esquecimento os meus diários comecei a   ter medo de escrever, de estar a criar um mundo demasiado fantasmagórico, habitado de seres frágeis, perigosamente solitári...

2 Livros e 3 Mães

Quando percebi que a minha memória era demasiado fraca para guardar tudo aquilo que não queria esquecer, comecei a escrever diários. Não sei quando isso terá começado, mas foi cedo.  Quando fui para a Universidade a minha Mãe guardou todos os meus cadernos de notas pessoais, os famosos diários, numa caixa de cartão e arrumou-a num armário. Mais tarde, quando os meus pais mudaram de casa, a caixa de cartão mudou-se para o amplo móvel do corredor, na casa nova. Há muitos anos que me separei dessa caixa e dessa parte tão preciosa da minha memória. Dos tempos de Coimbra também já não restam quaisquer cadernos de memórias e nos anos que se seguiram abdiquei da escrita. As crianças para cuidar, o trabalho sempre muito e a ausência de intimidade comigo mesma, afastaram-me da escrita. Recuperei esse hábito há 20 anos, quando definitivamente me instalei em Lisboa e numa vida escolhida por mim.   Com o hábito de escrever diários, voltei, também, ao hábito de tirar notas sobre...

Não é Amor, é a Vida!

Chegaste até mim na madrugada da maturidade Naquela idade em que já tudo foi  E em que tudo está ainda por acontecer Os primeiros traços da idade estavam aí Os cabelos começavam a rarear e as rugas faziam fios em torno dos teus olhos Mas o teu sorriso era de menino! Chegaste quando já não eras esperado Mas a mesa estava posta para ti Havia flores nos canteiros da memória e música a tocar E eu abri as minhas portas para acolher a tua solidão Coloquei um vestido curto para te mostrar que havia esperança Que, também eu, era ainda uma criança. Não te falei de amor, falei-te da vida! Trouxe-te para minha casa, deitei-te na minha cama Entreguei-te o meu corpo quente, maduro, sábio de outros toques Entreguei-me inteira, sem vergonha, sem culpa e sem mistérios Tomei-te para mim e decifrei os teus segredos, que calei Sabia-te frágil, incerto, esfomeado de amor que procuravas pelas ruas Sabia-te poeta, músico e ilusão Sabia-me em ti, em cada ausê...