quarta-feira, 29 de abril de 2015

Eu e o meu Pai

Junho de 1965, Eu e o meu Pai

Foi há 21 anos que o meu Pai nos deixou. Foi num dia de sol e de lágrimas.

Hoje, recordo o meu pai com as minhas memórias de menina, a menina que ele pegava ao colo ...


sábado, 25 de abril de 2015

#25 Abril, É Hoje...




Hoje é dia 25 de Abril e, para mim, é um dia alegre.

É um dia alegre desde a minha infância. Tinha 9 anos quando se deu a Revolução e são desse tempo as melhores recordações que guardo dos meus pais. De repente tornaram-se pessoas alegres, passamos a frequentar a casa dos amigos e os amigos vinham a nossa casa. Cada um trazia algo para partilhar: pão, presunto, bola, pataniscas de bacalhau, aquele arroz de feijão e tomate e as frutas da época.

Por essa altura, a minha mãe especializou-se em arroz à valenciana. Só mais tarde percebi porquê. Era um prato bom e barato, relativamente fácil de fazer e que, por isso, era a solução ideal quando se juntavam muitos convivas.

Enquanto crescia, os 25 de Abril, em minha casa, eram comemorados com cravos, reunião de família e cozido à portuguesa. Pela manhã, Sessão Solene na Câmara Municipal e, pela tarde, brincadeiras na rua, amigos e felicidade.

Uma das vantagens dos 50 anos é ter memórias e partilhar memórias!

Hoje estou feliz e comemorei o 25 de Abril com alegria. Não desfilei na Avenida mas fui ao Estoril Open ver os jovens tenistas portugueses jogar. Almocei por lá e estive com amigos.

Mais logo, à noite, vou a uma festa!

À Espera de Godot



Já tinha saudades do Teatro da Trindade e quando se têm saudades, sabe bem, matar as saudades. Fui, então, matar saudades do teatro mais bonito de Lisboa e assistir à peça "À Espera de Godot". 

Depois de um dia intenso, de viagens e trabalho, foi bom sentar-me na plateia do teatro, no exacto momento em que as luzes de sala se apagam devagarinho e todas as atenções se dirigem para o palco. Afundo-me na cadeira, toda a minha atenção está ali, naquela espaço onde a vida se revela e a magia acontece. Vou viver a vida daqueles personagens, ou serão eles que estão a viver a minha vida? a viver tantas e tantas vidas diferentes? 

Gostei da encenação, dos actores, da luz, da cenografia.  A complexidade e intensidade do texto ganha ternura nas interpretações, ora serenas, ora intensas.  No cenário, os candeeiros eram arvores de luz, a noite e o dia sucediam-se, à espera de Godot...

No final houve tertúlia, a sala iluminou-se, actores e encenador ocuparam o palco para conversar com o público. Não eramos muitos, mas as perguntas da plateia foram bem interessantes e a conversa foi animada. 

Antes de regressar a casa, fui comer um sandwich de frango e beber uma imperial. 

Antes de dormir, já deitada, ainda peguei num livro para ler um pouco, mas adormeci e sonhei. Nos nos meus sonhos, eu não estava à espera de Godot.

Querem uma sugestão para a próxima quinta-feira? 

- Jantem cedo, vão ao teatro e, depois, passem por um bar para um petisco e uma imperial. 

O Blog dos #50


Agora que cheguei aos 50 anos passou-me pela cabeça a ideia de escrever um blog dedicado aos 50. Partilhei esta ideia no facebook e recebi muitos comentários de apoio e incentivo, mas, mais do que isso, muitos amigos, também já nos 50, manifestaram a sua vontade de partilhar comigo esta aventura.

Depois de pensar melhor, desisti da ideia de fazer um novo blog, afinal este "Nada Temer" já tem seguidores, é só lavar a cara, pôr uma roupa nova e tornar-se um pouco mais dinâmico. "Nada Temer" é um bom tema, um bom nome, para quem já entrou nos 50. Afinal, "na vida, não existe nada a temer, mas a entender" (Marie Curie).

Agora o desafio aos meus amigos: vamos lá a opinar, divagar e colaborar aqui no blog.

Pela minha parte, vou tentar ser assídua e inspirada nos posts!!!!